CRIPTOMOEDAS

Hoje em dia falar de Criptomoedas é cada vez mais comum, de facto este ativo financeiro tem tido cada vez mais atenção por parte dos investidores, pelos mais diversos motivos, entre eles a sua elevada rentabilidade. É importante perceber que agregada à elevada rentabilidade vem também um elevado risco, fator que tem que estar bem presente na hora de investir.

Neste artigo vou dar-vos a conhecer algumas das criptomoedas com mais destaque e os prós e contras que é preciso avaliar sobre este ativo financeiro.

É imprescindível falar de Bitcoin uma vez que foi a primeira criptomoeda descentralizada do mundo.  Esta nasceu no período de crise financeira dos EUA, onde imensa gente começou a perder confiança nos bancos e por isso a bitcoin veio dar uma alternativa contrária a todo esse sistema. A criptomoeda é descentralizada, ou seja, a sua emissão não é feita pelo banco central, mas sim através de agentes voluntários que trabalham para a construção e funcionamento da rede.

Para além da Bitcoin temos também o surgimento de Altcoins.  O aparecimento de moedas digitais alternativas à BTC deu-se devido ao aumento da utilização destes ativos financeiros, e à necessidade de ter alternativas que resolvessem problemas que a BTC não conseguiu resolver.

Segundo o site CoinMarketCap hoje em dia existem mais de 7 mil altcoins, como são exemplo a Ethereum, Cardano (Ada), Binance Coin, Litecoin, XRP. Os primeiros ativos alternativos ao BTC vieram não só com o intuito de trazer transferências de valores rápidas e com um custo mais baixo, mas também de se focarem em certos mercados. Este é o exemplo da Ethereum que foi criada para conferir o anonimato de transações e ser utilizada para contratos inteligentes.

Todos estes ativos são conhecidos pela sua alta volatilidade, de facto não podemos olhar para este tema com uma perspetiva demasiado otimista, é preciso ter os pés bem assentes na terra e traçar um plano de investimento realista e adequado ao objetivo de cada um.

Iremos agora analisar os prós e os contras, é verdade que o aparecimento das criptomoedas foi algo revolucionário e que trouxe inúmero benefícios para os seus utlizadores. Uma das maiores vantagens é a sua alta rentabilidade e o facto destas moedas serem descentralizadas e por isso virem dar resposta à necessidade de retirar o monopólio do poder financeiro aos bancos. É também de realçar a componente de privacidade e proteção de dados que existe graças à blockchain e à sua criptografia forte, este é um dos sistemas mais seguros.

Esta preocupação com a privacidade não traz só coisas boas, se por um lado temos um sistema que protege muito o investidor, que detém criptomoedas, por outro vemos que esta privacidade facilita a concretização de atos criminosos como é exemplo a lavagem de dinheiro.

Para além disto não nos podemos esquecer da elevada volatilidade, ainda no dia 10 de novembro a BTC, após atingir o seu topo histórico (valor mais alto de sempre), teve uma queda de quase 40%.

É também de ressalvar o impacto ambiental que tem a mineração, esta é feita através de uma rede de computadores descentralizada, que tem um elevado gasto de energia devido às infraestruturas necessárias para realizar o processo de mineração. São utilizados supercomputadores que requerem um potente sistema de refrigeração para resolver cálculos complexos. Há ainda um estudo efetuado pelo Centro de Finanças Alternativas da Universidade de Cambridge que nos diz que se considerarmos a Bitcoin como um estado o seu consumo energético seria 27º da lista mundial em 2019, ultrapassando países como Suécia e Ucrânia.

Por tudo isto deixo-vos uma pergunta:

Será que os aspetos positivos das criptomoedas justificam os danos que provoca à nossa sociedade?

 

Leonor Almeida, colaboradora do departamento financeiro

 

Leonor Almeida

 
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