O PAPEL DO ASSOCIATIVISMO NA CRIAÇÃO DE JOVENS PROFISSIONAIS

Como jovens universitários, uma das nossas maiores preocupações durante todo o nosso percurso académico debate-se sobre a questão da empregabilidade. Qualquer um de nós já se perguntou algo como “Acabando os estudos, conseguirei emprego na minha área?” ou “O que tenho eu a oferecer de diferente a entidades empregadores de tantos outros candidatos com o mesmo grau académico?”. São questões, de facto, pertinentes e que deixam qualquer um com receio do inesperado futuro.

            As associações são entidades coletivas compostas por um conjunto de pessoas com um objetivo e interesse comum. Seja qual for o propósito da associação, a interação e o esforço coletivo têm como consequência o desenvolvimento pessoal e profissional do jovem em questão, além da busca pelo sentimento de pertença, pela identidade e pelo seu papel impactante em sociedade.

            O associativismo jovem permite aos jovens voluntários que realizem atividades, que possuam determinados papéis, que entendam o que significa fazer parte de algo e respeitar as suas regras e costumes e que aprendam a constituir meios para atingir os fins desejados. Numa perspetiva mais social, permite potenciar as capacidades de comunicação, de socialização, de mobilização, de iniciativa e de motivação.

             Assim, um estudante, que se dedique a mais do que apenas concluir o seu ciclo de estudos e faça parte de uma associação com a qual se identifique, tem a possibilidade de aumentar a sua base de conhecimentos, de aprender a trabalhar em equipa, gerir o seu tempo e respeitar uma cultura organizacional, o que se traduz na agregação de mais valor ao seu currículo. Além disso, é a partir deste tipo de interações que é possível aumentar a rede de networking dos envolvidos, o que pode trazer oportunidades de carreira futuras.

            Enquanto Júnior Empresária, não podia deixar de dar o exemplo de associações como Júnior Empresas e Júnior Iniciativas que se pautam pelo profissionalismo e pelos elevados padrões de qualidade, potenciando o conhecimento e a geração de um espírito empreendedor. Um dos motes seguidos pelo Movimento Júnior é o “learn by doing” que transmite a ideia de aprender fazendo, dando a possibilidade de aplicação prática de conhecimentos teóricos aprendidos em sala de aula.

Seja qual for a associação escolhida, o comprometimento é sempre recompensado através do próprio desenvolvimento. É o desafio que nos permite sair da zona de conforto e evoluir para alcançarmos o que ambicionamos. Termino com uma citação do famoso filósofo Sócrates que muito bem se aplica a esta questão: “Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida”.

Sandra Leonor, colaboradora da Divisão de Projetos e Eventos

 

Sandra Leonor

 
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