O NETWORKING NO PERCURSO ACADÉMICO
A importância do networking durante o percurso académico é inegável, especialmente quando pensamos no impacto que pode ter na futura carreira profissional dos estudantes. Durante a faculdade, os alunos têm uma oportunidade única de estabelecer conexões que podem, não apenas ajudá-los a encontrar oportunidades de estágio e emprego, mas também ajudá-los a adquirir conhecimento prático e desenvolver habilidades interpessoais essenciais para o sucesso no mercado de trabalho. Pela minha experiência na JEEFEUC, o networking tornou-se fulcral para poder estabelecer contactos e informações para parcerias, kits, oradores ou mesmo novas perspectivas. Isto é algo cada vez mais relevante para a nova geração, que vai ser acolhida, a curto prazo, pelo mercado de trabalho.
A JEEFEUC é um excelente exemplo de como uma empresa pode contribuir significativamente para o desenvolvimento de uma rede de contatos sólida. Ao fazer parte desta Júnior Empresa, os estudantes não só têm acesso a uma vasta gama de eventos e atividades às quais podem atender, mas também a possibilidade de se inserirem num ambiente propício à construção de relações profissionais valiosas, não só com os próprios juniores empresários, como também com o mundo “real” empresarial, onde seja possível esse contacto. Essas relações podem ter vários objetivos, entre os quais, a expansão do seu próprio conhecimento, oportunidades de estágios e emprego futuro ou mesmo criar laços de amizade.
No percurso de qualquer junior empresário, existem momentos onde é necessário sair da zona de conforto como forma de atingir o sucesso. Podemos afirmar que uma das formas mais eficazes de expandir a rede de contactos de cada um é através de eventos e meetings. Para tal, temos de ter a vontade e coragem de nos chegarmos à frente para fazer perguntas e ir ao encontro das possíveis respostas. Existe sempre alguém com mais experiência que nos pode ajudar a ultrapassar um desafio e que nos possa dar novos inputs.
Um ponto fulcral para o sucesso dessa interação será previamente pensar na estrutura do tipo de pergunta a fazer e como iniciar a conversa, pois deve ser personalizada consoante a pessoa em questão. Perguntas abertas incentivam uma conversa mais fluida e profunda, sendo estas mais eficazes para poder perceber a opinião ou a experiência da pessoa. Por outro lado, perguntas que podem ser respondidas com um simples "sim" ou "não", limitam a conversação, dificultando a continuação da mesma e, inevitavelmente, a realização de um bom networking.
Embora o objetivo do networking seja criar uma relação de longo prazo e aprender com os outros, é importante ter clareza sobre os seus próprios objetivos. No entanto, isso não significa que devemos ser excessivamente diretos sobre o que esperamos da pessoa logo no início da conversa. Em vez disso, é necessário aprender primeiro sobre a pessoa e as suas necessidades e, depois, à medida que a conversa segue, identificar se há oportunidades de colaboração, ou até mesmo uma relação de mentoria. Por exemplo, se estivermos à procura de um estágio, em vez de perguntarmos diretamente se há vagas disponíveis, começamos a conversa perguntando como essa pessoa começou a sua carreira, em certa área e, quais seriam as melhores opções de aprendizagem.
Outro ponto pertinente, será manter o contacto quer seja via email, telefone ou LinkedIn, pois, quem sabe, no futuro, esse contacto poderá ser relevante. Após a conversa, demonstrando profissionalismo, é também muito importante agradecer à pessoa pelo tempo que dedicou.
Concluindo, embora o networking possa ser subestimado por alguns, será certamente valorizado por qualquer júnior empresário, pois aprendemos, crescemos e, eventualmente, marcamos a nossa presença junto do mercado de trabalho. Através destas interações, ao perguntarmos, ao sermos curiosos e ao querermos saber e aprender mais, a nossa cara, nome e atitude serão relembrados por muitos.
Quero ainda transmitir que não há mal algum em questionar e pedir ajuda a uma pessoa mais experiente, pois também elas já passaram por essa situação, já viveram a fase dos "porquês" e dos "comos", e com certeza, não se importarão de ajudar a nova geração.